Senador defende a desmilitarização da polícia

24/04/2014 - 19h05 Plenário - Pronunciamentos - Atualizado em 25/04/2014 - 08h19

Randolfe Rodrigues defende a desmilitarização da polícia

Da Redação e Da Rádio Senado 

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) advertiu que a morte do dançarino DG, que trabalhava no programa Esquenta, da TV Globo, é mais um caso que mostra a necessidade de um novo modelo de segurança pública e atuação da polícia no país.

— Há um modelo de polícia que tem que ser desmontado. DG era um trabalhador. É óbvio que as investigações estão em curso, mas os indícios, os elementos, tudo indica que DG foi mais uma vítima da violência policial que vitima os mais pobres, notadamente os que moram nos morros e na periferia carioca — afirmou.

Na opinião do senador, a atual concepção policial, herdada do regime militar, "impõe à polícia uma atuação violenta, militarizada, preconceituosa e autoritária" que, segundo ele, visa apenas a repressão e tem vitimado a população mais pobre.

De acordo com Randolfe Rodrigues, houve mais assassinatos no Brasil entre 2008 e 2012 do que nos 12 maiores conflitos armados do mundo entre 2004 e 2007. Para o senador, esse dado comprova que o modelo de segurança pública em vigor fracassou e precisa ser reformulado. Para isso, ele considera necessária a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) 51/2013, que aguarda votação no Senado.

A proposta, apresentada pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ), reformula o sistema de segurança pública e desmilitariza a polícia.

— É urgente e necessário nós constituirmos um outro modelo de polícia para enfrentar o grave problema da violência no Brasil. O que falta a essa concepção de polícia brasileira é inteligência, humanização e integração. É urgente e necessário que esta Casa dê uma demonstração de coragem e paute, para ser votada, a proposta de emenda constitucional número 51 — pediu Randolfe.

 

Agência Senado

 

Notícias

STJ valida uso de assinatura eletrônica não certificada pela ICP-Brasil

Avançada X Qualificada STJ valida uso de assinatura eletrônica não certificada pela ICP-Brasil José Higídio 12 de fevereiro de 2025, 12h48 Para a relatora, a assinatura avançada é equivalente à firma reconhecida por semelhança, enquanto a qualificada seria a firma reconhecida por autenticidade. É...

Tios devem justificar uso e administração de pensões e herança de sobrinha

Tios devem justificar uso e administração de pensões e herança de sobrinha 10/02/2025 Fonte: Assessoria de Comunicação do IBDFAM (com informações do TJSC) Em Santa Catarina, um casal deverá prestar contas sobre os bens administrados de pensão e herança da sobrinha, referentes ao período pelo qual...

Erro essencial? Juíza nega anular casamento por doença mental da esposa

Caso de divórcio Erro essencial? Juíza nega anular casamento por doença mental da esposa Homem alegou que se casou sem saber de problema psiquiátrico, mas juíza não viu requisitos do CC para anulação. Em vez disso, concedeu o divórcio. Da Redação segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025 Atualizado às...