Senadores tentam viabilizar aprovação de novos critérios do FPE

Senado aprovou critérios em abril depois de longa negociação

14/06/2013 - 17h10 Plenário - Votações - Atualizado em 17/06/2013 - 09h49

Senadores tentam viabilizar aprovação de novos critérios do FPE

Da Redação

O início desta semana deve ter como destaque no Senado a mobilização para a votação de uma nova proposta para a partilha do Fundo de Participação dos Estados (FPE). O senador Romero Jucá (PMDB-RR) confirmou para terça-feira (18) a votação de um novo texto em Plenário. A data já havia sido anunciada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, após reunião com lideranças da Casa na quinta-feira (13).

Por sua vez, o líder do PT no Senado, Wellington Dias (PI), espera que o Supremo Tribunal Federal (STF) "flexibilize" o prazo dado ao Congresso – que termina no próximo dia 23 – para que a Câmara dos Deputados possa votar a matéria na semana seguinte ao da votação no Senado.

A primeira proposta (PLS 192/2011 - Complementar), aprovada pelo Senado em abril, foi rejeitada pela Câmara na última quarta-feira, após ter sido aprovada pelo Senado. Por causa disso, os senadores tentarão votá-la novamente na terça, para que a Câmara vote o texto em seguida.

- Há disposição entre os deputados para votar o projeto rapidamente. Renan conversou com Henrique [Eduardo Alves, presidente da Câmara] e eu conversei com alguns líderes da Câmara – declarou Jucá, nesta sexta-feira (14).

Ao ser questionado por jornalistas se é possível ocorrer uma nova derrota na Câmara, Jucá respondeu que agora a matéria tem chance de passar "porque os deputados caíram em si". Por outro lado, ele frisou que não cabe aos senadores fazer a articulação na Câmara, e sim aos próprios deputados.

Redação semelhante

Jucá disse que o texto a ser votado no Senado deve ser praticamente o mesmo que havia sido aprovado antes, "com o ajuste de um detalhe ou outro". Ele lembrou que o relator continua o mesmo: o senador Walter Pinheiro (PT-BA). Wellington Dias também defende que o Senado vote uma proposta similar à anterior.

O texto de Walter Pinheiro mantinha os coeficientes atuais de distribuição dos recursos até 2015. Em 2016 e 2017, seria garantido um piso, correspondente aos valores recebidos pelos estados em 2015, corrigidos pela variação do IPCA e 50% da variação real do Produto Interno Bruto (PIB). O excedente seria distribuído de acordo com a população e o inverso da renda domiciliar per capita.

Ao analisar o projeto que chegou a ser aprovado, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) afirmou que o Senado fez um grande esforço e elaborou uma proposta que atendeu razoavelmente a quase todos os estados. No entanto, ele reconheceu que, "obviamente", alguns estados ficaram insatisfeitos, "já que é impossível agradar a todas as unidades da federação em um país com as dimensões do Brasil".

Wellington Dias observou que uma das principais divergências na Câmara foi o critério que reduz os recursos dos estados com maior crescimento econômico, o que, segundo os críticos, estaria exagerado e levaria a grande perdas para estados como Goiás.

- O relator está disposto a fazer ajustes pontuais para casos como esses. Não vai resolver tudo, mas pode ao menos reduzir o tamanho da perda e, assim, viabilizar uma maioria que dê condições de votação - avaliou Wellington.

Para Alvaro Dias e Aloysio Nunes Ferreira (SP), líder do PSDB no Senado, a rejeição do projeto na Câmara foi resultado da falta de liderança do governo Dilma. Alvaro Dias destacou que o governo foi derrotado naquela Casa mesmo com a "maioria esmagadora" dos parlamentares integrando a base aliada.

 

Agência Senado

 

Notícias

Holding deixada de herança: entenda o que a Justiça diz

Opinião Holding deixada de herança: entenda o que a Justiça diz Fábio Jogo 14 de janeiro de 2025, 9h14 Sem uma gestão transparente, o que deveria ser uma solução para proteger o patrimônio pode acabar se transformando em uma verdadeira dor de cabeça. Leia em Consultor Jurídico      ...

STJ admite penhora de direito aquisitivo de imóvel do Minha Casa, Minha Vida

DEVE, TEM QUE PAGAR STJ admite penhora de direito aquisitivo de imóvel do Minha Casa, Minha Vida Tiago Angelo 12 de janeiro de 2025, 9h45 “Nesse contexto, como ainda não se adquiriu a propriedade plena do imóvel, eventual penhora não poderá recair sobre o direito de propriedade – que pertence ao...

Artigo 5º - Contratos de namoro: precaução ou burocracia?

Artigo 5º - Contratos de namoro: precaução ou burocracia? O Artigo 5º aborda o crescimento do uso dos contratos de namoro no Brasil, que registrou um aumento significativo em 2023. O programa traz a advogada Marcela Furst e a psicóloga Andrea Chaves para discutir os motivos que levam os casais a...

Imóvel como garantia: O que muda com a nova regulamentação do CMN?

Imóvel como garantia: O que muda com a nova regulamentação do CMN? Werner Damásio Agora é possível usar o mesmo imóvel como garantia em várias operações de crédito. A resolução CMN 5.197/24 amplia o acesso ao crédito imobiliário para pessoas físicas e jurídicas. domingo, 5 de janeiro de...

Câmara aprova marco legal das garantias de empréstimos

Projeto de lei Câmara aprova marco legal das garantias de empréstimos Projeto autoriza empresas a intermediar oferta de garantias entre cliente e instituições financeiras. Texto segue para o Senado. Da Redação quinta-feira, 2 de junho de 2022 Atualizado às 08:17 A Câmara dos Deputados aprovou nesta...