Empresários defendem plano de proteção ao emprego permanente e menos burocracia

Lucio Bernardo Junior / Câmara dos Deputados   Comissão mista de deputados e senadores está analisando a medida provisória que cria o Plano de Proteção ao Emprego

08/09/2015 - 20h31

Empresários defendem plano de proteção ao emprego permanente e menos burocracia

Empresários que participaram de audiência pública para discutir a Medida Provisória (MP) 680/15defenderam, nesta terça-feira (8), que o benefício se torne permanente e que haja menos burocracia para atender os requisitos. A MP cria o Plano de Proteção ao Emprego (PPE) e permite a redução de salário e jornada mediante negociação coletiva.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Luiz Moan, defendeu o PPE. “Além de ser um programa moderno e costurado para as crises, ainda auxilia o governo federal no ajuste fiscal, e também os governos estaduais e municipais, porque mantém uma atividade produtiva mínima”, disse, durante debate na comissão mista que analisa a MP. Para Moan, o ideal é que o benefício seja permanente para que possa ser utilizado em qualquer crise que venha a ser enfrentada.

A MP estabelece que as empresas possam participar do programa por até 12 meses (seis meses com uma renovação), e a adesão ao programa vai até 31 de dezembro. Pela medida, o trabalhador com salário e jornada reduzidos manterá o vínculo trabalhista por até oito meses, em casos de adesão ao programa por seis meses; e até 16 meses, em adesões por 12 meses.

Burocracia
Para o consultor jurídico da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, Pedro Ludwig, o PPE é importante para preservar os empregos, mas é preciso diminuir a burocracia para que mais empresas possam aderir ao benefício, como, por exemplo, a exigência das certidões negativas.

Segundo o secretário de Políticas Públicas de Emprego e Renda do Ministério do Trabalho, Giovani Queiróz, três empresas já aderiram ao plano e 19 estão em processo de análise de documentos. “Se fôssemos pagar o seguro desemprego, gastaríamos R$ 11 milhões. Com os benefícios do FAT gastos no PPE, são R$ 5 milhões investidos no plano, dessa forma, R$ 6 milhões são poupados”, relatou.

Pequenas empresas
O secretário executivo da Secretaria de Micro e Pequenas Empresas, José Constantino Junior, sugeriu que o plano estabeleça regras menos rígidas para as micro e pequenas empresas. Para ele, em muitos casos, os empregados dessas pequenas empresas não têm acesso à negociação coletiva, o que seria um impeditivo para que possam participar do PPE. “Flexibilizar essa regra vai catapultar os bons resultados (de preservação do emprego) para o bem do País”, afirmou.

Para a diminuição salarial e de jornada ser possível, a MP prevê a necessidade de acordo coletivo de trabalho entre a empresa e o sindicato da categoria predominante. A redução deverá abranger todos os empregados da companhia ou, pelo menos, de um setor específico.

Tramitação urgente
O relator na comissão, deputado Daniel Vilela (PMDB-GO), ressaltou que a tramitação da MP é urgente e que pretende apresentar o relatório na próxima semana. “Estamos trabalhando em cima dos pontos levantados para ampliar e abranger a questão da microempresa”, disse.

Sobre a dispensa de certidões negativas, Vilela ponderou que permitir que empresas negativadas participem do programa pode ser entendido como uma premiação para quem não realiza as devidas contribuições sociais, e que o programa procura manter.

O senador José Pimentel (PT-CE) afirmou que o Congresso fez os ajustes necessários nas MPs do ajuste fiscal encaminhadas pelo governo, procurando atender em parte a todos os interessados. Segundo ele, até a próxima semana, o Legislativo irá apresentar uma proposta para que o plano possa construir mecanismos para um crescimento econômico com mais rapidez.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Newton Araújo
Agência Câmara Notícias

 

Notícias

Juíza condena filho a pagar pensão alimentícia a mãe idosa

Terceira idade Juíza condena filho a pagar pensão alimentícia a mãe idosa 3 de dezembro de 2025, 8h24 Ele apresentou uma oferta de 11% de seus rendimentos líquidos em caso de vínculo empregatício formal e de um terço do salário mínimo se estiver desempregado. Prossiga em Consultor...

CNJ permite que idosos escolham quem cuidará da sua saúde e patrimônio

CNJ permite que idosos escolham quem cuidará da sua saúde e patrimônio Procedimento exige visita ao cartório ou uso da plataforma digital O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou regra que permite a idosos e pessoas com deficiência escolher quem cuidará de sua saúde e patrimônio caso se tornem...

Indisponibilidade do bem de família: reflexos da decisão do STJ

Opinião Indisponibilidade do bem de família: reflexos da decisão do STJ Maria Helena Bragaglia Maria Aparecida Gonçalves Rodrigues Julia Pellatieri 30 de novembro de 2025, 7h01 A morte do devedor não retira, automaticamente, a qualidade do bem de família e, como tal, a sua impenhorabilidade, se...

Por abandono afetivo, filho é autorizado a retirar sobrenomes do pai

Casos de família Por abandono afetivo, filho é autorizado a retirar sobrenomes do pai 24 de novembro de 2025, 7h31 A sentença enfatiza que a ação demonstra a importância do direito à identidade e do papel do Judiciário na concretização dos direitos da personalidade, especialmente em situações de...