Bauer defende investimentos em tecnologia no ensino médio

16/08/2012 - 13h27 Especial - Atualizado em 16/08/2012 - 18h23

Bauer defende investimentos em tecnologia no ensino médio

Marcos Magalhães

A paralisia do ensino médio, detectada pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado nesta semana, deve ser enfrentada por meio de investimentos que tornem a escola mais atraente para os jovens. A recomendação é do vice-presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), senador Paulo Bauer (PSDB-SC). Ele defende a destinação de recursos federais para a construção nas escolas de laboratórios de informática e robótica.

- Na hora de elaborar o Orçamento da União, devemos procurar estabelecer vinculações, no orçamento do Ministério da Educação, para essa finalidade – sugeriu Bauer em entrevista à Agência Senado, por telefone.

Os alunos do ensino médio tiveram, em 2011, o pior desempenho da educação básica, segundo os resultados do Ideb. Eles apenas alcançaram a meta prevista de 3,7 - após crescimento modesto de 3,4 em 2005 para 3,6 em 2009. Nos cinco primeiros anos da educação fundamental, a média obtida foi 5,0, superior à meta para o período, de 4,6.

Santa Catarina

As melhores notas do ensino médio em todo o país foram do estado de Santa Catarina – ali a média foi de 4,3. Ex-secretário de Educação naquele estado, Bauer observou que o país inteiro poderia buscar inspiração no exemplo catarinense.

Em Santa Catarina, informou, todas as escolas de segundo grau contam com laboratórios de informática e quase todas têm ainda laboratórios de robótica. Além disso, acrescentou, o governo estadual distribui livros de literatura nacional aos alunos.

- O ensino não pode mais ser feito só na base de giz e saliva. Se contarmos com professores habilitados e alunos dispostos a aprender, só ficam faltando as ferramentas. Precisamos ter equipamentos e motivação – recomendou.

Projetos

Ao comentar os resultados do ensino médio no Ideb, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, apontou a sobrecarga na grade curricular como uma das causas da estagnação. Ele recordou que há 13 disciplinas obrigatórias na rede pública e que, em algumas escolas, os alunos chegam a ter aulas de 19 disciplinas.

Muitos dos projetos a respeito do ensino médio que tramitam na Comissão de Educação do Senado, porém, destinam-se a incluir novos conteúdos nos currículos escolares. Recentemente, 11 projetos de autoria de deputados e senadores receberam, ao mesmo tempo, parecer contrário da relatora, senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE).

As proposições pretendem incluir no conteúdo do ensino médio temas como educação financeira, direitos da mulher, primeiros socorros e ética social e política, entre outros. Os projetos, que tramitam em conjunto, ainda não foram votados em virtude de um pedido para que parte deles tramite de forma independente.

Na opinião de Bauer, antes de estabelecer novas matérias para os alunos de segundo grau, seria necessário reforçar o ensino das matérias já oferecidas.

- Não adianta aumentar o número de disciplinas se ainda temos problemas com Matemática, Português, Química, Física e Biologia. Precisamos primeiro melhorar o que já existe – argumentou o senador.

 

Agência Senado

 

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